O Bitcoin chegou a seu valor mais baixo em 2018, cotado a US$ 5.790 dólares esta semana, o que representa uma queda de 70% em relação ao auge dos US$ 20 mil dólares em dezembro. Uma reportagem da agência Bloomberg já comparou a derrocada da criptomoeda ao estouro da bolha das empresas pontocom, no início do ano 2000. Neste sábado, a moeda se recuperou passando a valer US$ 6.300, mas será que a tensão continua ou teremos uma valorização mais expressiva nos próximos meses?

Na avaliação de Fernando Ulrich, economista chefe de criptomoedas da XP Investimentos, não há sinais de uma nova escalada de preço do Bitcoin pelo menos no curto prazo. No podcast desta semana, ele traz alguns conselhos preciosos tanto para quem já entrou nesse mercado como para quem avalia se vale a pena apostar nas moedas virtuais.

O que fazer com a carteira virtual que está lá diminuindo a cada dia depende do perfil de cada investidor. Antes de tudo, vamos lembrar que trata-se de um investimento bastante variável e de risco portanto, é importante definir qual parcela do seu patrimônio vai ser dedicada a uma carteira virtual que pode trazer grandes emoções.

Por exemplo, se a pessoa está precisando de dinheiro e terá de vender bitcoins nesse momento, já é sinal de que não deveria ter colocado tanto na carteira virtual.

Para Fernando, não deve ser uma quantia significativa que vai te fazer perder o sono. Se isso representa é 1% ou 5% do total investido ou mais, isso depende do apetite do investidor, do quando ele está disposto a arriscar.

Uma dica importante para quem está pensando em investir nas moedas virtuais é entrar em momentos diferentes. Por exemplo, “se a pessoa resolveu investir R$ 10 mil em criptomoedas, em vez de colocar tudo isso em um momento único, o mais prudente é ter vários pontos de entrada, diversificando o momento de entrar no ativo volátil. Evitando, é claro, o momento da máxima”, aconselha o especialista.

Fernando lembra que essa, inclusive, era a dica que ele deu lá atrás. “Em dezembro, na máxima, eu disse ‘melhor esperar’ porque era facilmente perceptível que não era sustentável aquela escala de preço”, afirma.

Ele lembra que o Bitcoin já teve períodos similares ao que estamos acompanhando, em sua história de quase dez anos. Por exemplo, a moeda começou o ano de 2013 valendo US$ 100 e fechou aquele ano valendo entre US$ 1.000 e US$ 1.200. Só que em 2014 o valor veio caindo e sendo corrigido e em 2015 a moeda ficou estável.

É difícil fazer uma previsão exata sobre o comportamento das critptomoedas, porque é um mercado de oferta e demanda, mas o economista diz que sempre vê os ativos digitais como uma tese de investimento de longo prazo.

E se estiver de olho em outras criptomoedas, como o Ethereum, o segundo do ranking, ou Litecoin, por exemplo, Fernando recomenda cuidado redobrado. Segundo ele, estes ativos têm um perfil de risco ainda maior do que o Bitcoin. Dentro do universo das criptomoedas o bitcoin é o padrão ouro enquanto as outras têm liquidez menor e risco maior.

Seja você investidor, entusiasta ou interessado, a dica principal do especialista é observar de perto o fundamento desses ativos, incluindo sua tecnologia, segurança e projetos que podem aumentar a adoção e facilitar o uso das moedas virtuais. “Vale considerar também a questão regulatória que, no curto prazo, acaba impactando no valor das criptomoedas”, observa.

No mundo das criptomoedas, a recomendação é estudar antes de mais nada. “E se tiver dúvidas deixe o dinheiro no bolso”, conclui o especialista.

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