A Suíça, considerada uma referência em inovação tecnológica em criptomoedas e blockchain, anunciou planos para criar um ambiente de negociação, liquidação e custódia de ativos de criptografia em sua bolsa de valores. Esse é um dos primeiros movimentos de uma bolsa europeia relevante a abrir suas portas a tokens e títulos digitais.

Nesta sexta-feira (6), a SIX Swiss Exchange, que é co-propriedade de 130 bancos, disse em um comunicado que criou uma plataforma de troca “ponto-a-ponto” de ativos digitais – o que poderia levar ao comércio de moedas como o bitcoin, no futuro.

A bolsa suíça planeja começar a lançar os serviços no primeiro semestre de 2019, mas um porta-voz do grupo disse que, inicialmente, a plataforma não será usada para negociar criptomoedas, como bitcoin e ethereum, embora seja “provável” mudar isso se o grupo tiver “mais clareza regulatória”.

A notícia pode animar o mercado, especialmente em um momento difícil para o bitcoin desde sua supervalorização de 2017. No segundo trimestre, a moeda virtual caiu 8% de acordo com o Bitcoin Price Index da CoinDesk .

O  site Market Watch destaca que a medida é uma das maiores declarações de intenção de uma bolsa europeia para negociar ativos que foram duramente criticados por alguns economistas, enquanto os reguladores emitem um alarme.

Até agora, as bolsas de valores norte-americanas têm mais interesse em ativos digitais do que seus rivais na Europa. A Intercontinental Exchange, de Atlanta, tem participação na Coinbase, uma das maiores exchanges de negociação de criptomoedas no mundo. enquanto os grupos controladores da Bolsa de Chicago já lançaram contratos futuros baseados em bitcoin.

Lições de Zug

Mas a Suíça tem algumas dicas para o “Vale do Silício” dos norte-americanos. A pequena cidade de Zug, nos arredores de Zurique, ficou conhecida como “Crypto Valley”, ou ‘Vale das Criptomoedas’ por ser um centro global de moedas virtuais. A mais conhecida delas é o Ethereum, que dá nome à segunda criptomoeda mais negociada no mundo, depois do Bitcoin, e também à plataforma aberta de computação baseada na tecnologia blockchain.

Em uma reportagem da Forbes, o empreendedor suíço e investidor de criptomoedas Marc Bernegger, diz que há três lições que o Vale do Silício pode realmente aprender com a Suíça se deseja alcançar os avanços do blockchain de Zug.

Primeiro, ele observa que a Suíça já possui um sistema governamental descentralizado, então, naturalmente, os empresários e investidores de lá acreditam na ideia por trás do blockchain.

Por exemplo, no fim de junho, inclusive a cidade fez um teste bem-sucedido de uma plataforma de votação baseada em blockchain para tornar o processo mais seguro e menos sujeito a manipulações.

Em segundo lugar, Bernegger nota que a população pequena, mas culturalmente diversificada da Suíça – que consiste em cerca de 8 milhões de habitantes – é importante para influenciar ideias tecnológicas. E, por fim, ele destaca que a Suíça é um mercado muito pequeno, encorajando empresários e investidores a pensar globalmente em aplicar seus modelos de negócios desde o primeiro dia.

Mande sua dica, seu comentário ou sua pergunta na área de comentários do post ou escreva para ibolso@letraselucros.com.br .

CONTINUAR LENDO

Lições do Vale das Criptomoedas
Baixar podcast 1 0