O financiamento à educação universitária é o melhor empréstimo que se pode fazer na vida, diz Rodrigo Zeidan, professor de economia e finanças da Fundação Dom Cabral (FDC).

“É aquele que financia um importante ativo, o capital humano”, frisa.

Em um momento de crise econômica como o atual, em que as taxas de juros não param de subir, os empréstimos disponíveis para o financiamento estudantil – seja o federal FIES, sejam os privados – são bastante vantajosos porque têm taxas mais baixas e bons prazos de carência.

“Qualquer coisa abaixo de Selic hoje é ótimo”, diz Zeidan, referindo-se à taxa básica de juros do país, calculada e divulgada pelo Banco Central.

Ele lembra, porém, que mais do que ter acesso a financiamento, é preciso ter certeza do que está fazendo. “O que não pode é fazer qualquer faculdade só porque tem crédito”. Algumas perguntas que o estudante deve se fazer, e até discutir e pedir ajuda à família, é se quer mesmo fazer o curso, se quer mesmo seguir aquela profissão e até refletir se quer mesmo ficar na cidade onde vai fazer o curso.

São perguntas difíceis para uma idade difícil, os jovens em geral não se sentem muito seguros sobre a importante decisão que têm que tomar.

Mas Zeidan acha que, mais que necessário, o planejamento é possível. “Hoje os jovens têm acesso à informação, eles podem tomar decisões muito melhores porque você consegue vislumbrar, fazer simulações”.

Porém, se o jovem não está muito certo sobre os cursos, Zeidan diz que o melhor é tomar menos financiamento no começo do curso e deixar para ampliar o crédito mais para a frente.

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