Um dos bancos de investimentos mais poderosos do mundo decidiu entrar no mercado de criptomoedas. De acordo com uma reportagem do jornal The New York Times publicada essa semana, o Goldman Sachs se prepara para abrir o que seria a primeira operação de negociação de bitcoins por um grande banco de Wall Street.

E enquanto muitos bancos tradicionais querem ficar longe das criptomoedas, o movimento do Goldman é uma tremenda chancela ao mercado de moedas virtuais, que digamos não passou por uma fase boa no primeiro trimestre deste ano. Hoje, pelo índice da Coinmarketcap, o Bitcoin está avaliado em US$ 9.800,00 e caminha para retomar o patamar dos US$ 10 mil.

Em princípio, o Goldman vai usar seu próprio dinheiro para negociar com seus clientes contratos com valor atrelado ao do Bitcoin, mas o banco de investimentos não vai comprar e vender Bitcoins efetivamente, ainda. No entanto, há um time do banco que espera tomar esse rumo caso consiga aprovação das autoridades reguladoras norte-americanas.

Bom, e o que fez com que os céticos de Wall Street ficassem tão interessados nas criptomoedas? Basicamente o interesse de outros investidores. Nos últimos dois anos, um número crescente de fundos de hedge e de grandes investidores demonstraram interesse nas moeda virtuais. A reportagem cita empresas de tecnologia como a Square, uma empresa de pagamentos móveis fundada um dos criadores do Twitter, que começou a oferecer serviços em Bitcoin para seus clientes. E outro movimento favorável veio da bolsa de Chicago que começou a permitir negociações de contratos futuros atrelados a bitcoins em dezembro do ano passado.

A demanda dos clientes também teve seu peso. Rana disse que o Goldman Sachs concluiu que o Bitcoin não é uma fraude, mas não possui as características de uma moeda. Só que vários clientes queriam considerá-lo como uma mercadoria valiosa, semelhante ao ouro, dada a quantidade limitada de Bitcoins que pode ser “extraída” em um sistema virtual complexo.

E, segundo ela, faz diferença ouvir dos clientes que desejam ter Bitcoins ou Bitcoins futuros porque acreditam nas moedas virtuais como uma reserva alternativa de valor.

E será que outros bancos também vão embarcar nas operações com criptomoedas? Na avaliação de Spencer Bogart, sócio da empresa Blockchain Capital, o que muitos bancos costumam fazer é justamente fazer o que o Goldman Sachs faz.

Em entrevista ao portal CNBC, Bogart também observa que muitos bancos de investimentos já ouviram falar sobre os números do mercado ou mesmo visto os resultados de empresas como as exchanges, ou corretoras de criptomoedas, como a Coinbase, por exemplo. Segundo ele, há inclusive um risco real de que algumas destas empresas da criptoeconomia ultrapassem os grandes bancos de Wall Street. E isso é algo que nem o Goldman Sachs e nem outros bancos desejam.

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