A boa notícia é que o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) está novamente aberto. A má notícia é que ele está mais caro e restrito. No dia 26/6, o Ministério da Educação anunciou a reabertura do programa que estava fechado desde o início do ano devido ao ajuste fiscal do governo federal.

Na nova fase, a custo do empréstimo deu um salto de 3,4% ao ano para 6,5%, quase o dobro. Antes acessível a qualquer um com renda bruta de até 20 salários mínimos (R$ 15.760 mensais), agora o programa está limitado a quem tem renda de até 2,5 salários (R$ 1.960), o que, de acordo com o governo, abrange 90% das famílias brasileiras.

Se até agora qualquer um que prestasse o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) estava apto a tomar crédito pelo Fies, nas novas regras, os alunos devem comprovar ter tirado 450 pontos no exame e nota diferente de zero na redação.

Além de dar prioridade aos mais pobres na concessão do crédito subsidiado, o governo também vai privilegiar as regiões mais pobres (Norte, Nordeste e Centro-Oeste), e determinadas áreas (engenharia, licenciaturas, pedagogia e saúde) consideradas deficitárias de profissionais no país. Também terão prioridade os cursos com notas mais altas no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Se o aluno já está no Fies, não tem que se preocupar: as mudanças só valem para os novos contratos, os antigos serão mantidos exatamente como estão, garantiu o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro em entrevista à imprensa.

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