A maior exchange (corretora) de bitcoins do país está fora do ar e isso mexeu com o mercado brasileiro de criptomoedas. No dia 9 de março, uma falha na plataforma de negociações da FoxBit duplicou saques em um total de 30 bitcoins, o que já gerou um prejuízo de R$ 1 milhão à empresa. A retomada das operações está prevista para o dia 26 de março.

O motivo da falha não foi um ataque hacker. Na segunda-feira, dia 12, os fundadores da exchange fizeram uma transmissão ao vivo no YouTube para explicar que um bug na plataforma, que permitiu a realização de 130 saques duplicados. Alguns clientes fizeram contato para reportar o erro e devolver o dinheiro.

Só que, conforme explica a empresa, durante a manutenção emergencial para solucionar o problema aconteceu a alteração no índice do banco de dados da Blinktrade, plataforma parceria de operações da FoxBit e de outras exchanges no mundo. O problema na Blinktrade afetou corretoras em outros países, como Paquistão e Vietnã, que também estão fora do ar.

No dia 15, a corretora liberou saques para os clientes que quiserem retirar seus saldos, em bitcoins ou reais. Veja mais informações no site da FoxBit.

A instabilidade da Foxbit acabou reduzindo o volume disponível de bitcoins no Brasil, já que a empresa negocia mais de 40% dos bitcoins por aqui. Segundo fontes que atuam nesse mercado, isso também abala a confiança dos investidores ou dos interessados em investir em criptomoedas. O acontecimento não gerou impacto no valor global do Bitcoin, mas o fato é que a moeda está abaixo dos US$ 8 mil dólares neste sábado. Notícia não muito boa para o mercado e pior para quem investiu no fim do ano passado.

A paralisação das negociações na plataforma é um problema especialmente para os traders, pessoas que fazem dinheiro negociando criptomoedas no curto prazo. Alguns usuários da FoxBit estão se movimentando em grupos nas redes sociais e avaliando se entrarão com uma ação coletiva contra a empresa.

Uma dica que a gente já deu aqui nos nossos podcasts é sempre guardar suas criptomoedas com você, em carteiras virtuais bem protegidas, seja em forma de aplicativos para smartphone, no computador ou em dispositivos como pen drives especiais para isso. Para quem negocia criptomoedas com freqeuência e não quer pagar as taxas de movimentação de saque e depósito das exchanges, uma alternativa é distribuir seus fundos em mais de uma corretora.

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Falha em corretora preocupa o mercado de Bitcoins no Brasil
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