O planejamento de longo prazo para a universidade – ou qualquer outro projeto de longo prazo – tem que ser feito através de um produto que garanta rentabilidade protegida da inflação, afirma Álvaro Dias, planejador financeiro e sócio da consultoria em finanças pessoais A, R & D

A caderneta de poupança, por exemplo, NÃO é indicada para essa estratégia, pelo menos pelas regras atuais.

“Também é recomendável que se faça uma estratégia conjugada com um seguro de vida no valor do objetivo”.

O seguro é para garantir que o objetivo – obter os recursos necessários para financiar os estudos – seja alcançado mesmo se os pais vierem a faltar e não houver quem se comprometa a dar continuidade aos depósitos mensais.

Álvaro explica ainda que, conforme o tempo passa, a reserva de recursos para o objetivo aumenta, sendo assim, é possível ir gradualmente diminuindo o valor da cobertura do seguro, pagando menos prêmio é possibilitando o aumento do valor poupado.

Para Conrado Navarro, consultor educacional da corretora Rico, uma boa estratégia de investimento para a universidade é aplicar em Títulos do Tesouro Nacional atrelados à variação da inflação (IPCA).

Se a ideia for juntar recursos em dólar para um eventual curso médio ou universitário fora do país, Navarro aconselha que parte do dinheiro seja aplicada em fundos cambiais ou que seja aberta uma corrente no país da instituição de ensino, para depósitos na moeda local.

“Mas algo importante precisa ser lembrado: os aportes mensais devem ser sempre corrigidos com a inflação e periodicamente a estratégia precisa ser reavaliada”, diz. Isso porque os preços dos cursos podem subir acima da inflação, os juros podem cair e outros eventos podem atrapalhar o planejamento.

 

 

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