Há alguns equívocos quando o assunto é plano de saúde na aposentadoria. São muitos os que acreditam que poderão permanecer com o plano dado pela empresa depois de aposentado. Não é bem assim e vale a pena procurar saber com muita antecedência qual será o seu caso para começar a montar uma estratégia de como financiar esses custos depois de aposentado.

Segundo Maurício Ceschin, ex-presidente da Agencia Nacional de Saúde Suplementar no período de 2009 a 2011 e hoje presidente da Qualicorp, empresa de gestão de benefícios, o primeiro passo é descobrir qual a sua situação em relação ao pagamento do plano de saúde oferecido pela empresa:

1 – Contributário
2 – Não contributário

No primeiro caso você paga uma parcela mensal do plano, ou seja, você divide com a empresa esse custo. Então nada mais justo do que continuar com o plano mesmo depois que se aposentar. “Pela lei, se você ajudou a financiar tem direito adquirido”, diz Ceschin.

No entanto, ele alerta, depois de aposentado você assumirá 100% do custo. Ou seja, sua despesa aumentará porque será você mesmo quem vai pagar a parte que antes era custeada pela empresa.

Outro ponto a ficar atento é o período que você terá direito a ficar no plano. Se você trabalhou na empresa por menos de dez anos, então poderá ficar com o plano durante o mesmo período que trabalhou. Por exemplo: foi funcionário por três anos? Manterá por três anos depois de aposentado.

Já os que trabalharam por mais de dez anos na empresa poderão manter o plano por toda a vida.

Já a vida dos não contributários é mais difícil. Eles não têm direito a permanecer no plano, ainda que banquem 100% da mensalidade.

Muita atenção para não confundir coparticipação com contributário. Há muitos casos em que o plano dado pela empresa exige que você pague uma quantia sempre que for utilizado. Segundo Ceschin, neste caso não é uma parcela fixa, você não está assumindo o custo do plano. Algumas empresas recorrem a este mecanismo como fator moderador na utilização do plano.

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