Uma pesquisa internacional realizada pelo grupo holandês Aegon, especializado em seguros, previdência e serviços financeiros sobre o preparo das donas de casa para a velhice mostrou dados preocupantes.

O pior deles é que a maioria (51%), não tem qualquer plano para o dia em que não tiverem mais forças para continuar seu trabalho – em geral pesado, estressante e extenuante, como muitas outras ocupações.

O trabalho da Aegon , intitulado Homemakers Are Not Off the Hook: How Should They Be Planning for Retirement? (Trabalhadores do Lar não estão livres do problema: Como eles deveriam estar se preparando para a aposentadoria), detalhou as respostas de 1.600 trabalhadores do lar em 15 países, inclusive o Brasil. O objetivo da pesquisa foi observar qual o nível de preparação para a aposentadoria.

A pesquisa identificou, em resumo, as seguintes fragilidades das donas de casa em relação às perspectivas de aposentadoria:

  • Dependência financeira – a renda dos trabalhadores do lar representa, em média, 17% do valor total da renda familiar, levando à uma grande dependência financeira do cônjuge.
  • Falta de planejamento – mais da metade dos trabalhadores do lar afirmam não ter uma estratégia de longo prazo e menos de um quarto tem um “plano B” que assegure seu sustento, caso algum evento inesperado aconteça.
  • Dificuldade de acumular recursos – por estarem fora do mercado de trabalho tradicional, a chance de ter acesso a planos de previdência e acumulação de recursos a longo prazo é menor.
  • Responsabilidade com familiares – a maioria dos trabalhadores do lar entrevistados (69%) tem um ou mais filhos dependentes financeiramente.
  • Risco de longevidade – 86% dos trabalhadores do lar são mulheres que, estatisticamente, tendem a viver mais que os homens.
CONTINUAR LENDO
1 0