A maioria absoluta dos trabalhadores do lar (86%) são mulheres e 69% são responsáveis financeiramente por pelo menos um filho.

Mas 65% afirmaram que vão depender da renda do companheiro na aposentadoria.

O perfil foi identificado por uma pesquisa internacional realizada pelo grupo holandês Aegon, especializado em seguros, previdência e serviços financeiros sobre o preparo destes trabalhadores para a aposentadoria.

O estudo, intitulado “Homemakers Are Not Off the Hook: How Should They Be Planning for Retirement?” (Trabalhadores do Lar não estão livres do problema: Como eles deveriam estar se preparando para a aposentadoria) apontou que apenas 11% do total entrevistado possuem uma estratégia formal para se aposentar.

Essa estratégia pode ser uma contribuição para a previdência pública, privada ou poupança, dependendo do país. No Brasil os números são semelhantes: só 11% têm um plano formal de reserva para a aposentadoria e 55% não têm nada.

“Se as donas de casa dependem da renda do cônjuge, correm três riscos: do cônjuge perder o emprego; dela viver mais tempo que ele ou de um divórcio, de não ter mais um cônjuge”, alertou Leandro Palmeira (foto), superintendente da Mongeral, associada no Brasil ao grupo Aegon.

Palmeira, que também é membro da equipe de pesquisa no Brasil, lembrou que o conceito de “parar de trabalhar” na aposentadoria está mudando e nem sempre é saudável simplesmente parar.

Porém, as donas de casa precisam se preocupar com a fase final da vida em que os gastos médicos são mais representativos e ela pode precisar de assistência de um cuidador.

“Ela tem que ter recursos que lhe garantam algum conforto”, diz o executivo da Mongeral Aegon.

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