As taxas de administração e carregamento acabam muitas vezes comprometendo a rentabilidade e anulando ganhos fiscais, diz o planejador financeiro Douglas Warmeling. Ele sugere que antes de realizar o investimento, o investidor analise a rentabilidade histórica do fundo no qual se pretende aplicar.

“É essencial um fundo com bom histórico de retorno e sem taxa de carregamento”, alerta Warmeling.

Aplicações em previdência só são vantajosas quando o benefício tributário compensa o custo de oportunidade de outras aplicações financeiras. Pelos cálculos de Warmeling, essa compensação só se dá se o fundo rende mais que 80% do CDI.

Para saber se seu fundo tem sido um bom investimento, existem sites que fazem a conta. Um é o da XP Investimentos (clique aqui). O outro é o Verios (aqui). Para fazer a simulação tenha em mãos o CNPJ do fundo (esse dado está no contrato que você assinou contratando o fundo; ou peça ao gerente).

“Para quem realiza declaração de imposto de renda pelo modelo completo, contribui para um PGBL e investe em um bom fundo, com rentabilidade próxima ao CDI, a aplicação em previdência privada costuma ser mais vantagem, pois os benefícios fiscais compensam uma rentabilidade razoável e, no longo prazo, é possível realizar um bom investimento”, diz Warmeling.

Já o VGBL, segundo ele, não costuma ser uma boa alternativa. “Como não temos o benefício na dedução do IR, a baixa rentabilidade derivada do excesso de taxas costuma não compensar; outros investimentos como títulos públicos, CDB, LCI, LCA normalmente são mais rentáveis”.

A vantagem de aplicar no VGBL está mais presente para aqueles que não têm disciplina para poupar, pois os valores são debitados automaticamente todos os meses da conta corrente, forçando a aplicação.

 

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