Dezembro é um mês de intensas campanhas publicitárias de bancos e seguradoras, chamando para o investimento em previdência privada.

É que esse é o último mês para aproveitar o benefício fiscal da dedução das aplicações na declaração do Imposto de Renda do próximo ano.

Os dois planos de previdência privada mais comuns são o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O PGBL é indicado para quem faz a declaração pelo modelo completo, pois permite abater as contribuições  reallizadas na base de cálculo do IR até o limite de 12% da renda bruta anual.

Já o VGBL é indicado para quem faz a declaração simplificada porque não permite abatimento na declaração anual, porém tributa apenas o rendimento no resgate. Cerca de 70% das declarações de IR no Brasil são feitas neste formato.

Porém, o planejador financeiro Doublas Warmeling (foto) alerta para um detalhe fundamental, que nenhum gerente de banco vai revelar: as taxas de administração e carregamento podem anular o benefício fiscal.

“Os fundos de previdência costumam ser bastante “pesados” em relação a taxas e acabam na maioria das vezes com rendimentos históricos inferiores ao CDI”, diz Warmeling.

Com juros tão elevados hoje em dia, o peso das taxas acaba neutralizando a vantagem do benefício fiscal. Resultado: o ganho fica todo para o administrador do plano.

Pelos cálculos de Douglas, com uma simulação conservadora, alguém que investe R$ 5 mil em um plano que oferece rendimento (líquido de taxas) abaixo de 70% do CDI (muito comum) a uma taxa de juros anual de 14,31%, ao fim de dez anos terá acumulado R$ 762.844,62.

Se tivesse deixado esse dinheiro aplicado em títulos do Tesouro ou qualquer outra aplicação com rendimento equivalente ao CDI teria acumulado R$ 802.392,79 no mesmo período. Uma diferença de quase R$ 40 mil.

Acesse a planilha aqui e faça sua simulação.

 

 

 

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