Há mais ou menos sete anos, as empresas estavam encantadas com os chamados Milênios ou Geração Y.

São os jovens nascidos nos anos 1980 super educados, treinados, viajados, poli lingues.

Mas já começavam a ver um inconveniente. Esses jovens querem ascensão rápida na hierarquia das empresas, lembra Henrique Bessa (foto), diretor da agência Michael Page de recrutamento e seleção.

“De lá para cá o mercado mudou”, diz Bessa. “Vejo que as empresas têm uma preocupação não só com idade, mas com a combinação entre idade e energia”.

Outro fator que está estimulando a contratação de pessoas mais velhas é a crise. “Com a piora da economia, esse profissional mais experiente, que já rodou por cenários mais catastróficos, tem mais condições de ajudar”.

As empresas que têm seniores passam pela crise com mais tranquilidade, diz esse especialista.

Segundo ele, o profissional de 50/55 anos sabe mexer os ponteiros, sabe onde está o gargalo. “Ele é mais dedicado, não tem como sair correndo, é mais crítico e ponderado”.

Por outro lado, o ponto a favor dos jovens é que, em geral, são mais antenados com as tecnologias.

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