Enrolado com agiotas?

Para o consultor e fundador do Canal do Crédito, Marcelo Prata, esse é um problema muito sério. O pior tipo de dívida é justamente aquela que se toma com agiotas, em função das altas taxas de juros e de lidar com pessoas que muitas vezes usam meios ilegais para cobrar os devedores, como assédio moral e até violência física.

Não é o momento de se ter ‘vergonha’ de falar sobre o problema, pois se você não está conseguindo honrar os pagamentos, os agiotas irão procurá-lo diretamente e isso pode ser muito pior. “Então é o momento de assumir as responsabilidades e o controle da situação”. Abaixo o consultor oferece um passo a passo como sugestão para resolver o problema:

  1. Faça contato com os agiotas e descubra o valor exato da sua dívida para quitação em até 30 dias. Explique que está tomando as providências para isso e não deixe de atender quando eles entrarem em contato com você;
  2. Fale com seu chefe na empresa e explique a situação. Diga que precisa de uma ajuda para sair desse problema, seja por meio de um acordo, seja por meio de um empréstimo. Tenha certeza que eles entenderão a gravidade do assunto e, se você for um bom funcionário, tomarão medidas para ajudar.
  3. Conte a verdade, explique que se perdeu financeiramente e que precisa de ajuda, nada de inventar histórias de doenças, as pessoas não são bobas;
  4. Fale com as pessoas que lhe emprestaram cheques e explique o que você já fez para resolver o problema. Somente dessa forma você não perderá seu patrimônio mais precioso, a credibilidade;
  5. De maneira alguma procure outros agiotas para tentar empréstimos, isso só faria sua dívida ficar impagável e colocar mais pessoas queridas em risco.

“Tomar dinheiro emprestado com agiotas corresponde a participar de um negócio ilegal e, portanto, de consequências perigosas”, reitera Ronaldo Gotlib, da Gotlib Advogados Associados. Gotlieb lembra que pedir ajuda à empresa em que trabalha exige muita diplomacia. As empresas não são obrigadas a firmar qualquer acordo para ajudar empregados, portanto, caso não existe consenso entre as partes, esta iniciativa será inviável.

A sugestão dele é que se busque no mercado um empréstimo com taxas menores – as menores que conseguir encontrar – e a quitação imediata das dívidas.

Por Ellen Cordeiro de Rezende

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