Com a piora da economia e o desemprego, muitos se desesperam e avaliam a possibilidade de trocar o financiamento imobiliário de longo prazo por um mais curto, de juros baixos, como um consignado por exemplo.

Não é uma boa ideia, na opinião do consultor Thiago Alvarez, CEO do GuiaBolso.

Segundo ele, o financiamento imobiliário é a modalidade mais barata de crédito para pessoas físicas no Brasil atualmente, motivo pelo qual, trocá-lo por outra linha de crédito não é vantajoso. “Se fizer isso, você pagará mais juros”.

Uma renegociação nessas situações é sempre possível, e as condições dependem dos critérios de cada instituição que, em regra, preferem uma composição amigável à execução da dívida, orienta a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Cabe ao mutuário procurar o credor logo que encontrar dificuldades para cumprir com o pagamento das prestações.

É a opinião também do economista James Teixeira, professor da Faculdade Fipecafi, referindo-se à situação em que a dívida é com a construtora ou incorporadora. “Em função da crise econômica que se apresenta, é fato que as pessoas estão “retendo” seus gastos e investimentos e nesse sentido, as construtoras e incorporadoras apresentam altos estoques de unidades habitacionais, o que as leva a adotar uma postura mais flexível em relação às negociações”. Teixeira chama a atenção para “ótimas oportunidades” de negócios que se abrem com a crise, inclusive no mercado imobiliário.

Respondendo a uma questão levantada por um leitor do Letras, Thiago Alvarez recomendou, diante de problemas para pagar as prestações, que a primeira atitude é a revisão do planejamento e do orçamento individual e familiar, verificando exatamente qual a renda e quanto está gastando para viver.

Se o resultado dessa revisão for a constatação de que o financiamento não cabe no orçamento, é o caso de considerar vender o imóvel, pegar o dinheiro que já foi pago e passar a dívida restante do financiamento adiante.

“Neste caso, você poderia optar por um aluguel ou financiar um imóvel de menor valor que esteja mais adequado ao seu orçamento”, orienta Thiago Alvarez.

 

Foto: Pixabay

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