O mercado de opções de ações é um espaço para ampliar negócios com papeis além da compra e venda e manutenção em carteira.

Opção é um direito de negociar um determinado papel em um prazo específico mediante o pagamento de um prêmio, um valor pré estabelecido. Trata-se de um derivativo, ou seja, um ativo derivado de um ativo principal, no caso, uma ação.

Roberto Indech, analista da plataforma de investimentos Rico.com.vc explica que há dois tipos de opções. A primeira, denominada Call, é uma opção de compra, ou seja, direito de comprar o ativo. O segundo é a Put, ou direito de venda.

A opção pode ser coberta ou descoberta, isto é, o emissor pode estar ou não de posse das ações. No entanto, as operações a descoberto envolvem muito mais riscos.

Por que lançar uma opção? Segundo Arnaldo Curvello, diretor da Ativa Wealth Management, o mercado de opções amplia o leque de alternativas de negócios envolvendo ações e geralmente é utilizado para aumentar ou fixar os ganhos com os papeis em determinado espaço de tempo. Lançar ou não uma opção depende da estratégia de investimentos de cada um.

Como qualquer operação no mercado financeiro, a opção de ações apresenta riscos e o principal deles é errar na aposta sobre a evolução do papel.

“O primeiro risco é se lançar uma opção coberta e o preço do papel cair, então você tem uma perda abaixo do prêmio”, explica Curvello. “O segundo risco é lançar uma opção com intenção de comprar o papel na data e ele sobe, passa o preço de exercício, nesse caso você ganha menos do que se tivesse vendido no mercado”, completa o executivo da Ativa.

A venda a descoberto, segundo ele, é a mais arriscada. “Na opção coberta, os prejuízos são estancados pelo valor do ativo que você detem e limitados ao preço da ação e o prêmio da opção. Já na opção descoberta, o prejuízo é ilimitado”, alerta Curvello.

 

Foto: Pixabay

CONTINUAR LENDO
1 0