A julgar pelas notícias do fim de semana, o patamar dos juros, mesmo com uma trajetória muito otimista, não conseguirá acompanhar o ritmo de queda da aprovação do presidente Temer.

Mas calma, isso não significa que as taxas brasileiras nos patamares esperados vão comprometer a economia, mas sim que a deterioração da popularidade do presidente está alcançando níveis históricos. No sábado, o instituto de pesquisa Datafolha mostrou que sua aprovação caiu a 7%, o índice mais baixo em 28 anos.

Para a economia brasileira, ou seja, para seu emprego, suas dívidas e seus investimentos, esta seria uma péssima notícia se colocasse em risco a trajetória de queda dos juros. Mas não é o caso. A forte desaceleração da atividade econômica brasileira derrubou a inflação. O próprio presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse a investidores em São Paulo que “o cenário prescreve a continuidade do ciclo de distensão da política monetária”.

A expectativa do mercado é de que a taxa básica fique em 8,5% ao ano até o final de 2017. Se é assim, devedores e investidores terão que fazer um ajuste em sua rotina.

A taxa de juro é o principal preço da economia e uma mudança desta magnitude, em 2016 a taxa estava em 14,25%, traz oportunidades e desafios.

Há, tanto no mercado de títulos públicos como privados, oportunidade para travar uma taxa de juro ainda alta. Mas já bem menos sedutora das praticadas num passado recente.  Para conseguir melhorar o rendimento de sua carteira, o investidor terá que se informar mais, conhecer melhor os produtos disponíveis e, principalmente, correr mais riscos. É prudente começar a se preparar desde já. E a melhor forma é buscar as informações corretas.

A primeira delas é ter a certeza de que não há investimentos sem risco e a melhor forma de se proteger é saber quais são eles. Só assim você saberá quanto poderá destinar de sua carteira a cada investimento.

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