A pedido do Letras& Lucros, a consultora Giovanna Marques, que vende planos de saúde coletivos das principais operadoras, obteve a seguinte cotação: para uma pessoa na faixa de 43-50 anos, um plano de cobertura nacional, com uma rede de médicos, hospitais e laboratórios de nível médio, sem coparticipação, custa hoje na faixa de R$ 580. Com coparticipação, o valor pode cair para R$ 481, o que significa uma economia de R$ 99 por mês ou R$ 1.188 por ano.
O consultor Marcel Bona relata que acabou de fechar um plano para um casal na faixa de 40 anos, com dois filhos. Sem coparticipação, o plano deles custaria R$ 804 reais por mês. Com coparticipação, o valor baixa para R$ 686. A economia mensal é R$ 117 e a economia anual é R$ 1.411.

“Com esses R$ 1.411 dá para pagar por 70 consultas e fazer 14 internações por ano. É muito difícil que pessoas com boa saúde tenham que se internar 14 vezes num ano. Então acho que, de uma maneira geral, a economia é evidente”, diz Marcel.

Onde está o risco? Segundo Marcel Bona, não está na possibilidade de internação – que teria que acontecer todos os meses, entra e sai do hospital, em uma situação muito complicada, para representar um prejuízo financeiro significativo.

O problema maior seria se a segurado adquire uma doença de difícil diagnóstico. “Por exemplo, uma ressonância custa R$ 40, uma tomografia ou um ultrassom custam R$ 40. Então, se uma doença é difícil de ser detectada, ela vai ter que fazer muitos exames especiais a R$ 40 cada um e aí pode ser que ela sinta um pouco num determinado mês. Mas a partir do momento que está diagnosticada e ela entra em um processo de tratamento normal, o risco é menor”, garante o consultor.

 

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