Quem usa pouco o Plano de Saúde e acha que paga demais em mensalidade tem uma alternativa: a coparticipação. Por esse sistema, o cliente paga uma mensalidade menor em troca de ser cobrado em parte do preço por procedimento – consultas, exames, internações – junto com a fatura.

É parecido com a franquia no seguro de automóvel – de um reparo que custa 500 reais, o segurado paga 200 e a seguradora paga os outros 300, por exemplo.
O consultor Marcel Bona vende e também é cliente dessa modalidade de plano há dez anos. Segundo ele, o valor de cada internação pela operadora dele é R$ 100, independente do tempo de estadia no hospital e o valor inclui qualquer procedimento realizado durante a internação.
Se ele ou alguém de sua família for internado, seja por que motivo for, seja por quanto tempo for, no mês seguinte ele recebe a fatura com a mensalidade do plano mais R$ 100 referentes a essa internação.
O plano de coparticipação considera a mesma rede de atendimento – não inclui médicos particulares fora da rede – e uma consulta custa R$ 20.

“Por exemplo, se eu passo num médico credenciado, que está no guia, passo normal com a minha carteira. A forma de cobrança é junto com a mensalidade, eu não pago nada para o médico. Se eu passo num pronto-socorro é R$ 40”, explica Marcel.

É preciso estar ciente, porém, que quem entra em um plano de coparticipação está assumindo um risco maior do que se estiver em um plano comum, com todos os procedimentos incluídos em uma mensalidade única.

Por esse motivo, não é um tipo de plano indicado para todos. “Por exemplo, quando uma família tem crianças muito pequenas, recém-nascidas, que tem mais possibilidade de passar por internações, prontos socorros, fazer inalações, aí acho que pode existir um risco”, afirma Marcel.

O risco é de que a o uso mais intensivo do plano, com muitas internações e exames, acabe tornando a coparticipação financeiramente desvantajosa. E então será muito difícil trocar de plano.

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