O seguro de vida resgatável é um produto financeiro complexo porque integra duas “poupanças” na mesma conta, sendo que uma tem um objetivo (pagar uma indenização por morte) e a outra tem outro (ser devolvida em caso de sobrevivência do titular).

Alessandro Gonçalves, gerente comercial da consultoria em benefícios Nunes & Grossi, explica que devido a essa complexidade, a seguradora pode exigir uma declaração de saúde antes de responder se aceita ou não o contrato. Isso é para avaliar até que ponto o segurado corre risco de morrer por doença.

Além disso, diz Santos, normalmente essa modalidade é mais cara devido a custos maiores de administração. Por outro lado não tem o reajuste por faixa etária que tem no seguro tradicional. O custo é a taxa de carregamento que dificilmente se conhece, as seguradoras não abrem.

“O resgatável é indicado para quem quer proteger a família, mas sempre é uma questão de planejamento”, diz Santos.

Segundo ele, devido aos custos atrelados a este tipo de seguro, quem está buscando uma renda no futuro mas se preocupa com a possibilidade da morte dificultar a continuidade da poupança, o mais indicado é fazer um plano de previdência e um pecúlio, ou um seguro de vida tradicional em dois contratos separados.

Qual o valor deve ser contratado nesse pecúlio? Segundo o gerente da Nunes & Grossi, deve ser equivalente à cobertura de despesas do funeral e do sustento da família até que ela se reestruture do falecimento.

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