O cartão refeição (usado em restaurantes) e o vale alimentação (para compra de alimentos no varejo) são os principais instrumentos Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Criado em 1976, o PAT tem o objetivo de estimular os empregadores a fornecer alimentação adequada aos empregados através de um incentivo fiscal – a parcela do benefício fica isenta de encargos sociais (FGTS e contribuição previdenciária). Hoje são 19 milhões de beneficiários do vale, dos quais 5,5 milhões recebem também o cartão alimentação.

Embora seja parte da remuneração, o cartão refeição é um benefício, não é salário. O motivo é que alimentação não é escolha, todos têm que se alimentar. Pelas regras do PAT, se a pessoa não utilizar todo seu crédito, ele acumula para o próximo mês e não pode ser gasto com outra coisa que não comida. Tampouco pode ser trocado por dinheiro.

A pesquisa da Sodexo mostrou que as pessoas que recebem cartão refeição de seus empregadores têm uma visão equivocada do benefício. “As pessoas pensam que é um dinheiro da empresa, o que é um equívoco, o dinheiro é delas, porém é carimbado para a compra de comida. Se utilizar melhor o crédito não precisará retirar dinheiro de seu orçamento”, lembra Fernando Cosenza, diretor de marketing da Sodexo (foto).

“O curioso é que a maioria justifica com o gerenciamento do saldo e raramente se fala da gestão do benefício”, disse Fernando.

Ele reconhece que há alguma falha na comunicação e no esclarecimento dos usuários quanto ao que representa o PAT e o cartão. E para aumentar a percepção de valor do cartão, a Sodexo criou convênios que oferecem descontos junto a restaurantes e festivais de alimentação.

Foto: Divulgação/Sodexo.

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