Desde que ampliou o leque de serviços para incluir a distribuição de títulos de renda fixa, há cerca de dois anos, a Ativa Investimentos registrou que médicos e administradores foram as categorias profissionais que mais buscaram aplicações de renda fixa na corretora.

Em uma análise mais detalhada do perfil de investimento dos 1.392 clientes que se declararam médicos, 367 estavam ativos, aplicados em renda variável, fixa e fundos de investimentos, muitos distribuídos entre estas três modalidades ao mesmo tempo.

O que chamou a atenção dos analistas Lucas Marins e Bruno Obata é que seus clientes médicos hoje têm uma carteira melhor distribuída, com mais dinheiro em títulos de renda fixa do que em renda variável.

“Percebe-se desde o ano passado um movimento em direção à renda fixa”, afirma Lucas Marins, lembrando que essa é uma resposta natural dos investidores quando a atividade econômica no país começa a desacelerar e as incertezas predominam no cenário em ano de eleições.

Dos R$ 65,15 milhões que estes médicos têm aplicados na Ativa, mais da metade (55,7%) está em títulos de renda fixa, enquanto 40,5% estão em renda variável e 3,8% em fundos de investimentos.

LCI, LCA e Letras de Câmbio (LC) são os papeis preferidos destes profissionais ao escolher a renda fixa – 64% do dinheiro estavam investidos nestes papeis. Na renda variável eles preferem as ações de maior liquidez – Petrobras, Vale e Banco Bradesco concentravam 31,6% dos investimentos dos médicos, enquanto o restante estava bem pulverizado entre papeis de empresas grandes e tradicionais, além de ETF e cotas de fundos imobiliários.

“Eles procuraram balancear suas aplicações”, afirma Bruno Obata. Para o analista, isso mostra que os médicos estão mais antenados na possibilidade, aberta mais recentemente, de adquirir títulos de renda fixa através de corretoras e distribuidoras, com maior rentabilidade que os emitidos pelas grandes instituições financeiras e garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para até R$ 250 mil.

“As pessoas ainda não sabem que as corretoras vendem renda fixa com rentabilidade maior que os grandes bancos”, lembra Lucas Marins.

 

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