Os custos de heranças e doações são altos, vão subir ainda mais e é importante estar preparado para despesas imprevistas.

“Infelizmente, as pessoas só se preocupam com esse assunto na hora da morte, não existe o hábito do planejamento tributário familiar”, diz o planejador financeiro pessoal, Mauri Fernando de Souza (CFP/IBCPF) (foto).

Organizar a sucessão pode ser complicado e o mais indicado – dependendo do tamanho do patrimônio – é contratar um profissional, diz Souza. Aqui ele dá aqui algumas orientações básicas:

  • Levantamento – O primeiro passo é colocar no papel todos os bens e direitos (imóveis, dinheiro, cotas em empresas, obras de arte, etc.) e o que se pretende fazer com eles (revenda, herança).
  • Avaliação – A contratação de avaliação profissional oficial é recomendável para evitar questionamentos posteriores, tanto dos familiares quanto da Justiça;
  • Seguro de vida – De posse do valor do patrimônio a ser doado em vida ou deixado de herança, é possível estimar com mais precisão o custo do processo (ITCMD, advogados). Uma alternativa é contratar um seguro de vida no valor desses custos porque seguro não entra em inventário. Assim, os herdeiros têm recursos para tocar o processo sem se descapitalizar.
  • Holding – Eventualmente, dependendo da quantidade de imóveis – que podem ser de revenda demorada – Souza sugere colocá-los dentro de uma empresa holding que será a proprietária  dos bens. Os imóveis podem ser registrados pelo valor histórico ou de aquisição. Em caso de doação ou transmissão, o ITCMD vai incidir sobre as cotas da empresa e não sobre cada imóvel.
  • Usufruto – Ao fazer doação em vida para os herdeiros de bens que ainda são utilizados pelos doadores, estes devem fazer uma cláusula de usufruto até sua morte.

 

 

 

 

 

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