Para lançar um empreendimento inicial no Brasil, seja em que ramo for, o melhor é começar com recursos próprios. O conselho é de Wagner Paludetto, consultor da área de finanças do Sebrae-SP.

Isso porque, diz o consultor, exceto alguns programas governamentais voltados para setores específicos, através do BNDES, os bancos públicos e privados não são opção.

“O mercado financeiro não tem linhas de crédito para empresas iniciais, os bancos querem garantias que as startups não têm como entregar”, diz Paludetto.

Porém, ele garante que começar sem dinheiro é possível. Arrumar recursos (financeiros ou equipamentos e serviços) com amigos e parentes sempre foi uma saída – não para todos, é verdade – e hoje a internet viabilizou certas fontes que antes não existiam como as “vaquinhas” on line ou crowdfundings. Veja aqui algumas opções:

Partindo do zero:

  • Familiares – Eventualmente, os parentes e amigos podem se interessar e dar o apoio financeiro inicial. Converse com eles, exponha suas ideias.
  • Financiamento colaborativo – as famosas “vaquinhas” on line têm sido bem-sucedidas em levantar dinheiro para empreendimentos e causas.
  • Troca com troco – Trocar um objeto de valor por algo que vale menos e pegar o troco tem sido uma saída para muita gente. Por exemplo, vende um carro que vale mais e compra um veículo mais barato. É uma forma de gerar caixa.

Partindo de uma startup já avançada em termos de planejamento e produto/projeto:

  • Incubadora – É uma entidade que tem por objetivo oferecer suporte a empreendedores para que eles possam desenvolver ideias inovadoras e transformá-las em empreendimentos bem sucedidos. Para isso, oferece infraestrutura, capacitação e suporte gerencial, orientando os empreendedores sobre aspectos administrativos, comerciais, financeiros e jurídicos, entre outras questões essenciais ao desenvolvimento de uma empresa. Leia mais aqui.
  • Investimento-anjo – Típico capital de risco, uma aplicação feita diretamente como participação em forma cotas de uma empresa nascente. O número de cotas será pré-determinadas em contrato antes da realização do investimento. Leia mais aqui.
  • BNDES/Criatec – Também chamado fundo de capital semente, os fundos Criatec compram participações acionárias em pequenos negócios nas áreas de TI, agronegócios e novos materiais. Também aproxima incubadoras de soluções de mercado. Leia mais aqui.
CONTINUAR LENDO
1 0