Um dos maiores e mais importantes fundos de capital semente do Brasil é o Criatec, apoiado com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os fundos de capital semente estão um estágio acima do investidor-anjo. Eles requerem empreendimentos já mais estruturados e exigem a constituição de uma empresa regular (CNPJ), mesmo que ainda não tenha faturamento e lucro.

Os investidores do Criatec – que devem ter pelo menos R$ 1 milhão disponíveis para aplicar – dão preferência às áreas de Tecnologia da Informação (TI), agronegócios, nanotecnologia, biotecnologia, novos materiais, saúde, logística, energia, defesa, educação.

O Criatec foi lançado em 2007 em uma primeira versão que captou R$ 100 milhões (sendo R$ 80 milhões da empresa de participações BNDESPar e R$ 20 milhões do Banco do Nordeste do Brasil). Foi encerrado em 2011 depois de investir em 36 empresas.

Em 2012 foi lançado o Criatec 2, com capital de R$ 186 milhões e objetivo de investir em 36 empresas. Até agora foram selecionadas 15 empresas e aplicadas oito. Uma terceira versão está prestes a ser lançada com capital de R$ 200 milhões, contou Fernando Riethe, gerente do BNDES, responsável pela área.

“O banco identificou uma lacuna (de apoio) a empresas nascentes que precisavam se expandir”, explicou Riethe. O objetivo é aproximar incubadoras de soluções de mercado, tornando rentáveis as empresas em estágio inicial.

Além de captar recursos apenas com investidores institucionais – de acordo com as regras da Instrução CVM 209 – o Criatec tem prazo definido de captação, após o qual é encerrado.

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