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O que fazer com os investimentos em um cenário tão turbulento como o atual?

“Tem que ser o mais conservador possível”, afirma Luís Eduardo da Costa Carvalho, presidente da Lecca Financeira. Ele lembra que em qualquer país desenvolvido, onde a taxa de juros é muito baixa, próxima de zero como na Europa, EUA e Japão, ser conservador significa deixar o dinheiro parado, não ganhar quase nada investindo no mercado financeiro.

No Brasil, ao contrário, ser conservador significa ganhar até 16% ou 17% ao ano, graças à Selic que está em 14,25% ao ano. Essa é a taxa básica, sobre ela recaem todos os custos – igualmente elevados – de intermediação (tributários, administrativos, inadimplência) e os lucros dos bancos.

“Para quê complicar? ”, questiona Arnaldo Curvello, diretor da Ativa Wealth Management, questionado sobre outros investimentos como câmbio, ações ou imóveis. Curvello sugere que os investidores se mantenham na renda fixa e aproveitem os ganhos de até 7,5% mais a correção monetária do IPCA que podem ser obtidos em papeis privados isentos de impostos como as letras de crédito agrícola e imobiliário (LCI/LCA), as debêntures incentivadas e os certificados de recebíveis imobiliários (CRI).

Reiterando a ampla vantagem para a renda fixa, Curvello lembra que o mais importante para ter em conta na hora de aplicar – seja em que cenário político/econômico for – é a taxa de juros real, aquela que fica acima da inflação.

“Como a inflação aumentou, o juro real ex-post tem sido menor”, alerta o executivo da Ativa. Ele estima uma Selic média de 13% até o fim de 2015 comparado a uma inflação de 10%.

Além da inflação, os ativos de renda fixa carregam riscos de mercado – oscilação nos preços dos papeis – e dos emissores, no caso dos títulos privados (de bancos e empresas). Leia mais aqui.

Os analistas desaconselham câmbio e ações no cenário atual. O mercado de ações está em baixa desde o ano passado, sem perspectiva de melhora. Atrelado ao desempenho das empresas emissoras, as ações dependem da melhora da atividade econômica do país.

O dólar em alta só é bom para quem já está aplicado ou tem necessidade de fazer uma reserva para uma viagem de turismo ou estudos ou manter-se fora do país.

 

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