Uma das tarefas mais difíceis quando se opta por trabalhar, seja freelance, autônomo ou microempreendedor individual, é calcular o valor a cobrar, principalmente na área de prestação de serviços.

É verdade que a internet facilitou a vida com muita informação e redes de relacionamento.

Porém, a boa administração do próprio trabalho depende do conhecimento prévio dos custos do profissional, ensina João Carlos Natal (foto), consultor da área de finanças da seção paulista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).

“Para saber o preço da hora de trabalho é preciso fazer um levantamento dos custos fixos”, diz Natal.

Alugueis, condomínios, utilidades (água, luz, internet, telefone) devem ser somados e divididos pelo total de horas disponíveis para encontrar o custo por hora.

Os valores no numerador devem incluir ainda custos com funcionários (salários, encargos, benefícios), materiais alocados, impostos, taxas e os variáveis como tarifas bancárias e taxas de cartões de crédito.

“É preciso conhecer os custos até para saber se vale a pena investir naquele trabalho”, explica o consultor do Sebrae.

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