Se não é a principal data de faturamento para todos os setores do comércio, o Natal é a segunda melhor oportunidade de negócios do ano. Exige toda uma preparação dos comerciantes e fornecedores, com meses de antecedência, para um fluxo de mercadorias e serviços dobrados, às vezes triplicados. Por isso, uma frustração das vendas pode significar um baque nas contas da empresa.

Esse é o cenário que está se desenhando para o ano de 2016 – que não é o primeiro, nem será o último ano em que enfrentamos crises. Por isso, as orientações de especialistas em economia e organização financeira de empresas valem para qualquer época de vacas magras.

“Com vendas boas ou não, o décimo terceiro dos empregados tem que ser pago entre novembro e dezembro e muitas empresas não tiveram como provisionar para esse pagamento”, alerta Fábio Astrauskas, CEO da Consultoria Siegen. Uma alternativa é o financiamento, diz Astrauskas. Mas isso também não está fácil, com os bancos retraídos justamente pela crise.

“Apesar do aumento da confiança de empresários e consumidores este ano, o dinheiro está curto por causa do desemprego”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti (foto). Ela acha que o consumidor deve comprar sim os presentes de fim de ano, mas será no esquema baratinho.

“Já passamos por crises antes e em geral as pessoas não deixam de comprar os presentes de Natal, só que em valores menores”, relata Marcela.

Mas tudo tem saída e o leitor do Letras & Lucros pode seguir um roteiro com orientações dos dois economistas para se dar bem neste fim de ano.

 

 

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