O benefício fiscal proporcionado pela previdência complementar é um elemento poderoso dentro de um planejamento financeiro de curto, médio e longo prazo, ensina Maristela Gorayb (foto), diretora de Previdência e Vida Resgatável da Mapfre.

“A previdência ajuda na disciplina, é flexível, a pessoa pode contribuir e parar quando quiser e é um bom investimento na medida em que não tem o come-cotas dos fundos de investimentos, você só vai pagar o imposto quando for resgatar no final”, diz Gorayb.

O efeito come-cotas é o recolhimento semestral do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos obtidos nas aplicações em fundos de investimentos com classificação tributária de longo e curto prazos.

No entanto, diz ela, depende do “horizonte”, que se tem ao aplicar o dinheiro, de ter uma ideia clara dos objetivos e o tempo que pretende guardar dinheiro.

Se a intenção é poupar para comprar um imóvel daqui um, dois, cinco anos, o instrumento para isso são os investimentos de curto e médio prazos como títulos do Tesouro Nacional, LCI/LCA ou fundos de investimentos.

Mas se a ideia é poupar para a aposentadoria ou mesmo para um projeto daqui dez ou 20 anos – como a faculdade dos filhos – os produtos de previdência complementar privada são mais indicados pelo benefício fiscal que proporcionam.

“Quem pretende investir, por exemplo, um milhão de reais em algum fundo de investimento com o objetivo de deixar esse valor para os netos, pode optar pelo plano VGBL em que a tributação do imposto de renda, que incide apenas sobre a rentabilidade, pode chegar a 10% no longo prazo dependendo do regime de tributação escolhido, sendo que em fundos abertos a alíquota mínima é 15%”, afirma Maristela Gorayb.

 

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