Libertar-se das amarras do consumismo é mais difícil do que parece. Dizer não a um impulso de compra requer um esforço prévio de autoconhecimento e definição de estratégia de vida, que poucas pessoas se sentem capazes de fazer sozinhas.

“Quando a pessoa compra, ela tem a sensação boa de adquirir algo que deseja, de empoderamento pela capacidade de compra, do ambiente da loja, a luz, o cheiro, as cores”, define Diana Benfatti, planejadora financeira certificada CFP da Planejar. “Num momento de crise, ela busca compensação resgatando aquela sensação de prazer momentâneo da compra”.

Em outras palavras, é como uma droga. A pessoa acha que está fazendo algo que gosta, que de fato proporciona um prazer momentâneo, mas na verdade está criando um problema que a leva a perder o controle sobre seus gastos, comprar o que não precisa sem ter as condições econômicas para isso.

Como escapar desse círculo vicioso que acaba levando ao descontrole financeiro? Diana Benfatti recomenda, primeiro, desligar o automático e assumir a direção:

  • Reflexão – Cada um tem seu caminho para essa descobrir o que quer da vida: psicanálise, meditação, couching, etc.
  • Prioridades – Sabendo o que realmente quer, e levando em conta que os recursos são limitados, é preciso estabelecer prioridades.
  • Planejamento – Estabelecendo as prioridades, é hora de organizar-se para a busca de seus objetivos. Isso requer planejamento e metas.
  • Reorganização – Algumas despesas são fixas e “incortáveis”, mas o que puder ser reorganizado vale a pena repensar em prol de um objetivo maior. Por exemplo, é possível mudar para um apartamento menor, com aluguel e condomínio mais baratos? Uso do automóvel particular, é realmente essencial? Se não, pode ser reduzido ou eliminado, abrindo espaço no orçamento para o que é de fato importante.

Foto: Picaidol/Pixabay

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