Desde 2015 é possível aplicar em fundos de investimentos no exterior com apenas R$ 25 mil. A novidade veio com a Instrução 555 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que baixou o limite (antes de R$ 1 milhão) para aplicações e também permitiu que os fundos aloquem desde 67% até 100% da carteira em ativos no exterior.

Na prática, a medida colocou grandes nomes da gestão global como JP Morgan, Franklin Templeton, Schroders, Pimco ao alcance da mão para qualquer um que tenha aquele valor mínimo de aplicação.

Para isso, basta acionar o gerente e/ou consultor na área private de grandes bancos, distribuidoras pequenas e médias e plataformas virtuais.

A vantagem, do ponto de vista do investidor, é a diversificação, diz Giuliano De Marchi, responsável pela área de fundos de investimentos da filial do banco americano JP Morgan. Ele lembra que fundos multimercados geridos pelo JP Morgan no exterior chegam a dar em média 8% ao ano em dólar, o que pode ser uma boa oportunidade para quem quer investir em moeda estrangeira.

O JP Morgan lançou no Brasil sete fundos de investimentos no exterior capazes de acessar 300 carteiras que reúnem 250 estratégias diferentes, cobrindo praticamente todas as possibilidades em ativos de renda fixa e variável em diversos países.

“Antes não se falava em investimento internacional, agora vai começar a se popularizar, é uma quebra de paradigma”, diz o executivo.

De Marchi alerta que isso não será do dia para noite, nem poderia ser porque o investimento em fundos no exterior só faz sentido dentro de uma estratégia bem planejada de médio e longo prazos, que inclui ter um pedaço do portfólio em moeda estrangeira. “É necessário educação financeira”, pondera o executivo do JP Morgan.

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