Fala-se muito nos juros do rotativo do cartão de crédito que, de fato, são absurdos, superando os 750% anuais, segundo pesquisa da Proteste. Mas mesmo quem não rola dívida no cartão tem custos para mantê-lo.

No último levantamento feito pelo Procon de São Paulo (Procon-SP), em 16/6/15, as tarifas cobradas pelos bancos a título de anuidade dos cartões de crédito variavam de um mínimo de R$ 45 e um máximo de R$ 60. Os valores foram encontrados em pesquisa junto aos grandes do varejo – Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Santander, Safra e o HSBC (comprado pelo Bradesco em agosto, depois da pesquisa) e referem-se apenas aos cartões nacionais.

Além disso, o saque em espécie utilizando esse meio de pagamento em caixas eletrônicos custava R$ 9,84 em média em território nacional, sendo a maior tarifa de R$ 16,50 e a menor de R$ 6,50. Os saques no exterior custam bem mais: no mínimo R$ 12,00 no máximo R$ 22, com uma média de R$16,83 por operação – sempre lembrando que são cartões básicos.

Mas as tarifas sobem mais de 50 vezes quando se trata dos cartões top de linha Mastercard Black e Visa Infinity, cujas mensalidades variam de R$ 830 a R$ 890,00 por ano naqueles bancos.

Assis Martinez (em foto de Tania Meinerz), superintendente da Administradora de Cartões Sicredi, explica que a emissão de cartoes tem custos operacionais – análise e aprovação de cadastro, processamento, embosse (a impressão de dados no cartão e inclusão de chips), acondicionamento e entrega pelos correios. Além disso, a emissão de fatura e segunda via também são cobradas dos clientes.

“A cobrança de encargos é em função do risco do portador e os emissores se encarregam de avaliar”, diz Martinez.

Não há limite de preços: segundo o Banco Central, vale para os cartões o mesmo que para as demais tarifas bancárias – a lei de mercado. A vantagem é que a oferta é grande e as tarifas são negociáveis na maioria dos bancos. Veja aqui as tabelas do Bradesco, Banco do Brasil, Itaú e Caixa Federal.

 

 

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