A situação hoje é que o dinheiro do FGTS aplicado nos fundos FMP Petrobras e Vale está perdendo de lavada, até em comparação com o mirrado rendimento do FGTS.

Significa que não valeu a pena? De jeito nenhum, ao contrário.

Criados no início da década com a intenção de melhorar a rentabilidade da reserva aplicada no FGTS e ao mesmo tempo prover recurosos para as duas maiores empresas brasileiras, os FMP permitiam a aplicação de até 50% dos recursos do fundo de garantia em ações ordinárias.

Quem fez essa aposta na época, não pode reclamar, já que ganhou muito dinheiro. Segundo dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal, os três FMP-Petrobras abertos em 2000 renderam 697,62% (a emissão IV), 685,58% (a II) e 672,82% (a III) acumulados até 2006. Os FMP-Vale, criados quase dois anos depois, renderam 619,39%, 641,45% e 663,96% até 2006.

No mesmo período, a rentabilidade acumulada do fundo de garantia foi de apenas 42,6%.

De acordo com o portal Fundo Devido, um milhão de trabalhadores compraram ações de Petrobrás e da Vale (antiga Vale do Rio Doce), entre 2000 e 2002, sacando até 50% (cinquenta por cento) do saldo do seu FGTS e investindo um total de R$ 2,7 bilhões em cotas dos Fundos Mútuos de Privatização.

Desde 2006, quando os preços das ações começaram a despencar pela crise financeira internacional, milhares de cotistas deixaram os fundos todos os anos, vendendo suas cotas e resgatando o dinheiro ou devolvendo ao FGTS. Segundo a Caixa, de lá para cá o número somado de cotistas dos três FMP Petrobras caiu pela metade, do recorde de 68,2 mil em 2006 para 36,6 mil em janeiro.

No caso da Vale, o número de cotistas já vinha baixando ano a ano desde o lançamento dos FMP, na última posição em janeiro de 2016 eram 88,9 mil cotistas.

Foto: Agencia Petrobras

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