Por Danylo Martins

Os idosos têm aumentado a propensão a consumir, mas assumem cada vez mais as rédeas da sua vida financeira. É o que aponta uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com com pessoas acima de 60 anos nas 27 capitais brasileiras. De acordo com o levantamento, realizado pessoalmente com 632 consumidores homens e mulheres, de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras, os idosos têm mudado suas prioridades de consumo com o passar do tempo. Atualmente, 41% afirmam gastar mais com produtos que desejam do que com itens relacionados às necessidades básicas da casa.

Mesmo assim, 45% dos entrevistados dizem enfrentar dificuldades para encontrar determinados produtos destinados ao público de sua idade. Essa impressão é mais notada, especificamente, pelas mulheres (47%) e pelas pessoas entre 70 e 75 anos (51%). Entre os produtos que os ouvidos mais sentem falta, estão roupas (20%), celulares com letras e teclados maiores (12%), locais que sejam frequentados por pessoas da mesma idade (9%), turismo exclusivo (7%) e produtos de beleza (3%).

Otimismo na vida financeira

Seis em cada dez (66%) entrevistados da terceira idade disseram que a vida financeira que levam atualmente é melhor do que há alguns anos. Além disso, 72% da amostra considera sua situação financeira estável ou boa. Em relação à fonte de renda, 73% dos entrevistados recebem aposentadoria do INSS ou pagamento de pensão; 14% se dedicam ao trabalho informal ou autônomo; 9% são trabalhadores com carteira assinada, 7% contam, além do INSS, com os rendimentos da previdência privada, 5% recebem ajuda dos filhos e somente 4% não possuem qualquer renda.

Ainda segundo o levantamento, 74% das pessoas ouvidas dizem satisfazer as necessidades com os rendimentos que possuem. Contudo, para 37% dos entrevistados, a renda recebida mensalmente representa o valor exato para pagar as contas. Detalhe: pelo menos 94% da população acima dos 60 anos contribui para o sustento da casa, sendo que 54% são os únicos responsáveis pelo pagamento das despesas.

Gastos com lazer

Aproveitar a vida é considerado por 66% dos entrevistados como a principal prioridade no atual momento. Com isso, para quase metade (49%) dos idosos ouvidos, neste estágio da vida, aproveitar os momentos consumindo é mais importante do que poupar. Outros 46% dize que o lazer ficou mais frequente com a chegada da terceira idade e 41% preferem sair a ficar em casa. “Se antes, a velhice era sinônimo de descanso, atualmente, ela significa uma oportunidade de transformar o tempo livre para novas atividades, como lazer, socialização e até mesmo o consumo”, afirma o educador financeiro José Vignoli, do portal Meu Bolso Feliz, iniciativa de educação financeira do SPC Brasil.

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