A chamada FinTech – tecnologia aplicada a serviços financeiros – amplia as opções e pode finalmente reduzir os custos do crédito no Brasil, diz o consultor Marcelo Prata (foto), especialista em crédito imobiliário.

“As plataformas financeiras na internet utilizam o ponto forte dos bancos, que é a capilaridade, com muito menos custos”, avalia.
Ao facilitar a intermediação, diminuindo a assimetria de informações entre fornecedores e tomadores de crédito, dá mais poder ao consumidor, diz o consultor.

Porém, não elimina a necessidade de pesquisa, tanto de custos quanto da origem das instituições financeiras.

Fundador do Canal do Crédito – precursor do movimento FinTech no Brasil, oferecendo desde 2009 serviço para comparação de custos entre financiamentos -, Prata alerta que empresas virtuais não têm regulamentação e não podem garantir isenção de fraudes.

“Qualquer pessoa atrás de um computador pode abrir uma financeira”, diz o consultor, lembrando que há inúmeros casos de fraudes em que os criminosos oferecem crédito fácil, mas antes pedem o depósito de um percentual antecipado alegando custos de contratos e outros.

“Isso sempre foi e sempre será fraude”, alerta.

Aqui vão algumas orientações para quem está de olho em empréstimos virtuais:

Recuse pagamentos antecipados – Descarte qualquer oferta de crédito que solicita pagamento antecipado de taxas ou mensalidades: com certeza é fraude.

Pesquise sobre a empresa – Se é uma financeira, tem que estar registrada no Banco Central. Se é um correspondente bancário, telefone para a instituição que controla o correspondente para checar a relação com a empresa virtual.

Cuidado com comparações – Para comparar as taxas de juros dos empréstimos oferecidos, utilize linhas acessíveis. Se o tomador não tem acesso ao crédito consignado, de nada adianta saber que esse é mais baixo que um CDC. No caso compare apenas taxas dos CDC.

Custo efetivo – A Resolução 3.517/2007 do Banco Central obriga os bancos a divulgarem o Custo Efetivo Total (CET) de seus empréstimos e não apenas as taxas de juros. Exija o mesmo das financiadores virtuais. O CET é o custo final e inclui seguros, tarifas e impostos.

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