Em entrevista recente ao jornal Valor Econômico, o presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) Pedro Wongtschowski dizia que é preciso "implantar o capitalismo de massas no Brasil", no qual "eu e você somos sócios do desenvolvimento" do país.

O mercado de ações, dizia Wongtschowski, melhora o nível de governança, pois as empresas têm que se esforçar para ser valorizadas, além de reduzir o custo de capital, o risco, o endividamento e propiciar a inovação.

Em condições normais (sem crises), investir em ações pode significar oportunidades de rendimento muito superiores à renda fixa e é para esse cenário que foi elaborado o livro "A Bolsa no Bolso: fundamentos para investimentos em ações" (Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013. 145 pgs.), dos professores Moisés e Ilza Maria Spritzer, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O objetivo do livro é "apresentar a dinâmica das operações no mercado de capitais e os fundamentos para investimentos em ações" através da explicação de conceitos-chaves do pensamento econômico, utilizando um texto claro e sintético.

O primeiro e o segundo capítulos dão uma boa aula de economia geral resumida e acessível. A partir daí, os autores entram em análises gráficas próprias do mercado de ações e encerram com um roteiro aos investidores.

"A Bolsa no Bolso" é de fato sintético e claro, e o formato (pocket) ajuda quem está realmente interessado em passar das dicas dos parentes e amigos sobre as ações que estão bombando para um conhecimento mais profundo, sem ter que fazer um curso específico.

Porém não espere um total be-a-bá para leigos – como eram os livrinhos da série "O que é?" da Brasiliense. O nível é um pouco mais acadêmico.

 

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