O gráfico mostra a evolução entre janeiro de 2011 e junho de 2017 da dívida bruta do governo geral como proporção do PIB. Todo o enrosco da crise fiscal desemboca neste indicador. Desde 2013, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) não consegue fazer superávit primário. O déficit acumulado desde então chega a R$ 351 bilhões. Sem superávit primário, é preciso emitir ainda mais dívida para pagar não só a dívida antiga como também os gastos correntes. Estima-se que este indicador poderá alcançar 80% em 2018. Até quando o mercado internacional vai ser complacente com a deterioração fiscal do Brasil ninguém sabe ao certo. Mas um dia a paciência acaba e o resultado pode ser péssimo : elevação do câmbio, da inflação e dos juros. Estamos adiando o ajuste fiscal sem saber o perigo que corremos. Patinamos em gelo fino.

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