O gráfico mostra a variação trimestral anualizada da formação bruta de capital – tradicional indicador de investimentos produtivos – e dos investimentos feitos por empresas estrangeiras no Brasil. A imprensa gosta de dizer que os investimentos diretos tem maior estabilidade, já que, supostamente, quem investe na consolidação de negócios no Brasil tem objetivos de longo prazo. Seria um “dinheiro bom”. O problema é que nesta mesma rubrica estão os “intercompany loans”, empréstimos entre subsidiárias de multinacionais,  cujo objetivo muitas vezes é apenas tirar proveito das altas taxas de juros no Brasil. É como se o dinheiro viesse passar férias nas praias brasileiras. Trata-se de amor fugaz.  É bom, mas não é bobo.

Fonte dos dados primários : IBGE e Banco Central

 

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