Há dezenas de receitas sobre como aumentar a produtividade, mas uma é básica e imutável: dormir. Privar-se de descanso impacta todos os aspectos da vida profissional. A Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, tem um departamento dedicado ao sono que ensina: basta uma noite maldormida para nossa capacidade de julgamento desandar, nosso humor azedar, nossa habilidade de aprender e reter informação ser afetada. De quebra, aumenta o risco de nos envolvermos em acidentes. A longo prazo, essa privação está relacionada a enfermidades como obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e até problemas cognitivos, como demências.

Não adianta tentar imaginar que o corpo está sob controle se ele não recebe sua dose diária de repouso – em média, de seis a oito horas. Portanto, a primeira regra é saber a que horas se deve ir para a cama e a regra é uma conta simples: basta ver a que horas se deve acordar. Você se vira bem com sete horas de sono e tem que acordar às seis para estar às oito no batente? Então, o toque de recolher tem que ser às onze.

Aí começam os problemas, porque a lista de obstáculos é grande: a necessidade de um tempo de “descompressão” para relaxar depois de um dia pesado; e-mails, redes sociais e gadgets eletrônicos que atrasam o sono; filhos pequenos que acordam de madrugada. Para começar, estabeleça um limite para essa fase de relaxamento, de no máximo uma hora – do contrário, você pode acabar varando a madrugada vendo TV. Isso tem que valer também para qualquer atividade que possa deixá-lo (a) acelerado (a). A não ser num caso de emergência, não há nada para ser resolvido entre dez e meia-noite que não possa ficar para o dia seguinte.

Como as crianças, comece a se preparar para dormir cedo – o que vai lhe dar, inclusive, uma reserva de horas para se recuperar caso tenha um bebê que chora de madrugada. Tome um bom banho para relaxar, alongue-se (espreguiçar-se também vale), troque qualquer tela brilhante por um livro e leia até sentir que suas pálpebras estão tão pesadas que o escurinho vai ser a melhor companhia. Não desista na primeira tentativa: é uma questão de costume mas, principalmente, de saúde, qualidade de vida e sucesso no trabalho.

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