“Quem nunca?” é uma expressão divertida para se usar nas redes sociais, mas no mundo real – e no ambiente corporativo, principalmente – quanto menos trapalhadas e erros forem cometidos, melhor para a carreira. Portanto, aqui vão dez dicas de atitudes que devem ser evitadas. Se não servirem para aumentar suas chances de promoção no serviço, pelo menos tornarão você uma pessoa com quem todos gostarão de trabalhar. E isso já é meio caminho andado.

  • Reclamar o tempo todo: demonstrar insatisfação quando algo dá errado é compreensível e até esperado, mas passar o expediente achando defeito em tudo azeda o ambiente e contamina as relações com colegas e chefes. Aproveite e também se afaste de quem se queixa do cafezinho ao projeto que é a menina dos olhos da chefia.

 

  • Vestir-se de forma inapropriada: toda empresa tem seu “dress code”, que traduz a cultura do local. Num escritório de advocacia, terno e gravata imperam, mas vale o oposto num ambiente de TI, onde o padrão é a informalidade e quem andar todo arrumadinho vai se sentir peixe fora d´água. No entanto, exageros nunca funcionam, como roupas transparentes e decotadas para as mulheres. Horror total: aquela camisa ou casaco que já deveria ter ido para a máquina de lavar há semanas e está com o prazo de validade vencido!

 

  • Gastar seu tempo em telefonemas pessoais e redes sociais (ou qualquer outra coisa que não tenha a ver com trabalho): há empresas que simplesmente proíbem esse tipo de comportamento, mas nem as mais liberais vão achar que um funcionário que está sempre com suas páginas pessoais abertas é alguém focado em suas tarefas.

 

  • Falar de filhos, família e bichos de estimação sem parar: claro que sempre rola aquele momento “fofo” de mostrar e até compartilhar fotos, mas isso acontece aos poucos, conforme aumenta sua intimidade com as pessoas. Não seja o (a) primeiro (a) a puxar o assunto, ainda mais se está há pouco tempo no emprego.

 

  • Passar dos limites nas confraternizações: isso rende um ano de piadinhas, quando não acaba em demissão. Se achar que já bebeu um golinho a mais do que deveria, hora de partir.

 

  • Fazer fofoca: pega mal, é feio e, hoje em dia, pode também ferir as regras de compliance da companhia e até render uma violação do código de conduta da empresa. Não faça e fuja de quem faz.

 

  • Oferecer-se para tudo: ser prestativo é uma qualidade que chama a atenção da chefia, mas o exagero pode lhe render a fama de ser puxa-saco. Outro efeito colateral: se você assumir tarefas demais, há boas chances de não conseguir atender a todas as demandas.

 

  • Transformar política e futebol em zonas de guerra: os ingleses chamam de “small talk” aquele papo meio furado sobre amenidades para abrir uma reunião ou iniciar a semana. A questão é que, em se tratando de política, o clima pode esquentar e as diferenças se tornarem irreconciliáveis. No futebol, o risco é um exagero na zoação que leve a ressentimentos.

 

  • Espalhar vírus e bactérias: superar o mal-estar e encarar o trabalho com um resfriado é sinal de comprometimento. Mas se você estiver se acabando de tossir, com febre, ou conjuntivite, faça um favor aos colegas e fique em casa.

 

  • Ser “espaçoso”, inconveniente, “sem noção”: aqui cabem todas as formas de pequenos e grandes senões de convivência, como filar o lanche alheio e nunca fazer uma gentileza em troca. Mais grave ainda: se a empresa tiver uma geladeira, comer o sanduíche ou tomar o iogurte do colega sem avisar, mesmo que a fome seja desesperadora. A lista ainda inclui desperdício de material, desleixo na prestação de contas e todo tipo de incômodo que se possa causar aos demais.

 

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