A taxa de juros é talvez o maior diferencial entre o programa estatal (o Fies) e os privados de bancos e instituições de ensino. É assim porque, além de terem a geração de lucros como objetivo, os programas privados dispõem de fontes de recursos muito mais caras em comparação com o Fies.

No Pravaler, um programa da empresa Ideal Invest que opera com 200 universidades em todos os estados e já emprestou dinheiro para 50 mil alunos desde 2006, os empréstimos chegam para os alunos com um subsídio parcial ou integral dos juros pela instituição de ensino conveniada.

No subsídio parcial, o aluno paga uma média de 1,35% ao mês em juros (18% ao ano), diz Rafael Baddini, diretor de marketing da Ideal Invest. Para efeito de comparação, a taxa de juros do Fies é de 6,5% ao ano, menos da metade. Em um financiamento hipotético no valor de R$ 6 mil o semestre, com juros as parcelas ficariam em R$ 650 e o prazo se estende a 2,5 vezes o curso (nesse caso hipotético, um curso de 4 anos levaria 10 anos para ser quitado).
"Depende da faculdade. Por exemplo o grupo Cruzeiro do Sul subsidia parcialmente”, afirma Baddini.

O Pravaler capta recursos para empréstimos através de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), um instrumento do mercado de capitais que distribui cotas junto a investidores institucionais (fundos de pensão, banco Itaú, IFC, Victoria Capital e algumas pessoas físicas).

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