Esta semana, um erro de programação em uma carteira que armazena Ethereum, segunda criptomoeda mais negociada no mundo depois do Bitcoin, trancou fundos de usuários em um valor total de mais de US$ 280 milhões.

O problema aconteceu na carteira chamada Parity. Pelo que se sabe, um programador fazendo testes com essa carteira, cometeu um erro que bagunçou os smart contracts (contratos inteligentes) de usuários que tinham recursos nessas carteiras desde 17 de julho deste ano. Esses contratos inteligentes, elaborados com códigos, foram criados para assegurar negociações de Ethereum entre as partes evolvidas, sem a necessidade de um intermediário.

Como a gente comentou no podcast sobre diferentes criptomoedas, o Ethereum, ou Ether, é vendido por algumas exchanges no Brasil e está em segundo lugar no ranking mundial de capitalização de criptomoedas. A  moeda criada em 2013 pelo jovem programador russo-canadense Vitalik Buterin, hoje com 23 anos, chamou a atenção por conta de sua valorização de mais de 4 mil % entre o início do ano e junho. Hoje, um Ethereum vale 317 dólares e seu criador disse à Bloomberg que pretende criar formas de tornar a moeda mais escassa.

Conforme explica Rodrigo Batista, CEO da exchange Mercado Bitcoin, uma das vantagens da Parity é permitir a criação de carteiras com múltiplas assinaturas, com mais de um usuário. Então, por exemplo, se você tem 3 pessoas que compartilham uma carteira pode definir que uma transação seja executada somente com a autorização de pelo menos 2 usuários. Ele alerta que o prejuízo só não foi maior porque essa mesma carteira já havia apresentado um erro em julho e afastou investidores na época.

A Parity se desculpou com os usuários dizendo que está investigando a situação e explorando todas as implicações e soluções prováveis. A empresa colocou um link para que usuários verifiquem se suas carteiras foram afetadas. Mas na visão dos especialistas, a chance de resgatar as chaves que guardam os ativos destes usuários não é muito boa.

Para Fernando Pavani, da Bee Tech, embora o erro tenha ocorrido em uma carteira virtual de um determinado período e não na rede Ethereum em si, casos desse tipo são ruins porque mostram que a tecnologia ainda está suscetível à falha humana e que pode colocar em risco os investimentos dos usuários.

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O bug de US$ 280 milhões
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