Esta semana as criptomoedas sentiram o peso do governo dos Estados Unidos. Um anúncio da Securities and Exchange Commission sobre a regulamentação de corretoras online, as exchanges, colaborou para a queda de mais de 20% no valor do Bitcoin e a moeda chegou a US$ 8.400 dólares na sexta-feira.

Aqui no Brasil, a CVM também divulgou um alerta reforçando sua preocupação com fraudes nas ofertas de moedas iniciais, as ICOs, na sigla em inglês. Nesta oferta de ativos virtuais, ao investir em empresas, especialmente startups, a pessoa recebe créditos em serviços ou tokens digitais que podem representar participação nestas empresas. O modelo é parecido com a oferta de ações, que ocorre sob regras restritas, mas na prática parece que não.

No alerta publicado na quarta-feira, dia 7, a CVM indicou que prospectos de ofertas de moedas iniciais têm usado o nome da autarquia em vão. O documento também destaca 11 pontos de risco relacionados a este tipo de oferta, incluindo fraude, pirâmide financeira e lavagem de dinheiro ou evasão fiscal.  No fim do documento você também encontra o link para outra leitura importante: uma série de perguntas e respostas sobre ICOs divulgada pela CVM em novembro do ano passado.

No mercado mundial, quem puxou as moedas virtuais para baixo foi o alerta  da SEC, nos Estados Unidos, sobre os riscos de negociar criptomoedas em corretoras online não regulamentadas. sinalizando que pretende fechar o cerco para as plataformas de negociação.

No comunicado, a autoridade reguladora diz que tem dúvidas de que muitas plataformas de negociação online aparecem para os investidores como ambientes registrados e regulamentados pela SEC quando não são. Veja aqui a íntegra do comunicado da SEC .

O efeito do anúncio no mercado foi rápido. Uma hora após a divulgação do comunicado, o preço do Bitcoin caiu 10%. Outros dois fatores que também pesaram para o mercado vieram do Japão. Analistas identificaram a corretora japonesa Mt. Gox como um dos vilões das criptomoedas neste início de ano, pela venda de US$ 400 milhões de dólares em bitcoins, pelo advogado de falência da Mt. Gox, para reembolsar  clientes que foram prejudicados no passado.

Ainda no Japão, as corretoras estão na mira da Agência de Serviços Financeiros. A FSA vai punir 7 exchanges que negociam criptomoedas por lá. Entre elas estão Coincheck, Bit Station e FSHO.

Assim como no Brasil, a SEC americana também está preocupada com as ICOs, que se multiplicaram no ano passado, acompanhando o boom do mercado de criptomoedas. Nos últimos meses, a agência federal derrubou as ICOs mais suspeitas de fraude e vem alertando o público de que normas mais rigorosas estão a caminho.

Agora, os olhares dos federais americanos estão se voltando para as exchanges, a exemplo dos japoneses. No comunicado, a SEC diz que muitas plataformas se dizem corretoras, o que pode dar a impressão errada aos investidores de que elas cumprem os padrões regulatórios de uma bolsa de valores. A SEC alerta que, embora algumas dessas plataformas pretendam usar padrões rígidos para negociar apenas ativos digitais de alta qualidade, a entidade não revisa esses padrões ou os ativos digitais que as plataformas selecionam.

Aqui no Brasil, as corretoras ou exchanges são empresas com CNPJ etc. Então antes de negociar criptomoedas em um site dê uma olhada nos rankings de corretoras confiáveis e pesquise a situação da empresa. Aqui na coluna iBolso você encontra dicas de como comprar criptomoedas com segurança em uma exchange.

Envie sua pergunta ou comentário aqui pra gente pelo e-mail ibolso@letraselucros.com.br ou aqui na área de comentários do post. Um abraço e até a próxima.

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Pente fino nas negociações de criptomoedas
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