Isso significa que a mãe das moedas virtuais teve o segundo pior desempenho trimestral da sua história, perdendo somente para a desvalorização de 68% no terceiro trimestre de 2011. Só que, naquela época, um Bitcoin caiu de US$ 16 para US$ 5. Agora, segundo dados da CoinDesk,  estamos falando de uma queda de US$ 13.412 para US$ 6.928, após um recorde histórico de US$ 20 mil em dezembro do ano passado.

O que mais afetou as criptomoedas no período foram os movimentos de investigação dos órgãos reguladores sobre o mercado de moedas virtuais. Os governos da China e da Coréia do Sul fecharam o cerco contra as exchanges. Já os Estados Unidos vêm tentando aproximar o mercado de criptomoedas de suas leis, enquanto o Banco da Inglaterra reforçou que busca mais regulamentação nesse mercado.

Aqui no Brasil, a CVM emitiu um novo alerta pedindo cautela quando às ofertas de moedas iniciais, as ICOs. Em março, a autarquia divulgou uma nota esclarecendo que não faz recomendação destas ofertas.

As criptomoedas também sofreram um revés de gigantes do setor de tecnologia. Google, Facebook e Twitter decidiram banir os anúncios ligados a criptomoedas de suas plataformas, com a premissa de evitar que os usuários do YouTube, do Face e do Twitter caiam em sejam vítimas de fraudes.

Além destes dois fatores, a preocupação crescente dos governos e de grandes empresas de tecnologia, temos uma diminuição no ritmo do mercado. Depois da corrida do bitcoin em 2017, o volume de investimentos em moedas virtuais está diminuindo. Segundo um estudo acadêmico recente citado pela CNBC, isso pode significar que o avanço dos bitcoins e de outras moedas virtuais pode não ser tão rápido em 2018 como nos dois anos anteriores.

Isso também significa que o Bitcoin está checando a um equilíbrio? Pode ser. Em um artigo para o site da Fortune, o consultor financeiro Charles Boivard acredita que, aos poucos, os movimentos de regulamentação das criptomoedas ficarão mais claros e devem trazer mais tranquilidade aos investidores.

Um artigo da Coindesk nota que, nas últimas 10 semanas, a correlação entre os mercados de ações e o bitcoin se fortaleceu, o que indica que a moeda virtual ainda está sendo percebida como um ativo de risco em oposição a um ativo seguro como o ouro.

Sim. Continuamos falando aqui de um ativo bastante volátil, mas o que pode acontecer daqui pra frente, se a moedas digitais tiverem uma adoção crescente e maior clareza regulatória, é a possibilidade de vermos as criptomoedas avançando em um ritmo mais sustentável.

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Bitcoin tem seu pior trimestre
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