Esta semana o Bitcoin chegou a valer menos de US$ 6 mil dólares, atingindo sua menor cotação no ano e o equivalente ao que valia entre o fim de outubro e a metade de novembro do ano passado – antes de rumar para seu auge até então. De acordo com o indicador da Coinmarketcap, neste sábado (22), um Bitcoin está valendo US$ 6.172,00 dólares.

E quem está por trás da derrocada do Bitcoin na semana é novamente o Japão. Na sexta-feira (22), a Agência de Serviços Financeiros do Japão determinou que diversas exchanges aprimorassem suas práticas de combate à lavagem de dinheiro.

Com isso, a BitFlyer, maior bolsa de Bitcoins japonesa, disse que vai suspender a criação de novas contas em seu sistema já que os reguladores do país disseram que a empresa não está fazendo o suficiente para impedir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo em sua plataforma.

O movimento da bitFlyer Inc. levou a uma queda de quase 9% no valor do Bitcoin e mostrou como o Japão, um dos países chave no comércio mundial de criptomoedas, está mudando sua postura para adotar controles mais rígidos sobre as negociações de criptomoedas, assim como a China e a Coreia do Sul, por exemplo.

A bitFlyer, que está sediada em Tóquio, declarou, em seu site, que tanto a gerência como os funcionários compreendem “o quão sérios são esses problemas, bem como a seriedade em responder a eles no futuro”. No comunicado, a empresa explica que decidiu, por sua própria vontade, suspender temporariamente a criação de contas para novos clientes com a meta de “construir um serviço adequado e melhorar os problemas identificados”.

O que aconteceu, na prática, é que a barreira para novos usuários por uma das maiores plataformas de negociação de moedas virtuais do mundo afetou a circulação de moedas virtuais e o efeito não foi sentido apenas no Bitcoin. O Ethereum, que é a segunda criptomoeda do ranking em valor de mercado, também sofreu uma desvalorização de 9%, enquanto o Litecoin e o Bicoincash tiveram queda de 11%.

De acordo com a CNBC, a agência japonesa encaminhou a mesma determinação a outras cinco outras bolsas de criptomoedas, além da bitFlyer, após detectar pontos fracos nos controles das empresas contra a lavagem de dinheiro.

Mt. Gox promete Bitcoins de volta

A ação do órgão regulador japonês também reflete experiências traumáticas no país. Primeiro, o sumiço de US$ 400 milhões em Bitcoins, em 2014, da extinta corretora japonesa Mt. Gox, a maior do mundo na época, e depois no começo deste ano, o roubo de mais de US$ 500 milhões em Bitcoins por outra Exchange do país, a Coincheck.

E falando na Mt. Gox parece que o caso dos Bitcoins desaparecidos está chegando a um desfecho. O agente fiduciário responsável por administrar os bens da Exchange que pediu falência após o roubo dos Bitcoins, disse, na sexta-feira, que vai começar a devolver dinheiro devido aos credores até 2019. Considerando que um bitcoin valia US$ 440 dólares em 2014, época em que os supostos cibercriminosos limparam a plataforma da exchange, pelo menos os ex-clientes da Mt. Gox vão poder sorrir mesmo na maré mais baixa da criptomoeda.

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