O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgaram comunicados e notas de alerta, na quinta-feira (16), sobre os riscos de guarda e negociação de moedas virtuais, bem como as operações conhecidas como ofertas iniciais de moedas – as Initial Coin Offerings, ou (ICOs) – usadas para levantar fundos por startups, por exemplo.

Confira aqui o Comunicado 31.379 do Banco Central de 16/11/2017 e o FAQ do Banco Central sobre moedas virtuais. Veja também a Nota e o FAQ da CVM sobre ICOs .

O Banco Central já se manifestou sobre as criptomoedas em 2014, mas na época o volume de transações não era tão significativo. Agora, diante da valorização expressiva e da consequente popularização das moedas virtuais, a instituição elevou o tom do alerta. Vamos lembrar aqui que, em janeiro deste ano um bitcoin valia cerca de US$ 960 e hoje a cotação está em US$  7.734, segundo a CoinMarketCap. O gráfico abaixo mostra a evolução do bitcoin desde janeiro.

Especialistas em moedas virtuais observam as manifestações como medidas educativas, mas as instituições mostram preocupação com fraudes e lavagem de dinheiro, conforme entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao Correio Braziliense afirmando que a autoridade monetária teme bolhas especulativas e operações de dinheiro ilícito com o uso das moedas virtuais.

Na avaliação de Rodrigo Costa, CEO da exchange Mercado Bitcoin, o Banco Central cumpre a função dele quando afirma que a moeda virtual é um investimento de risco e que se você tiver um problema não vai recorrer ao Bacen mas ao Procon, por exemplo. Com relação ao uso das moedas para lavagem de dinheiro, ele cita um estudo do Banco Central da Inglaterra, que coloca as moedas digitais em último lugar, com a menor probabilidade de uso para lavagem de dinheiro.

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Bacen e CVM de olho nas moedas virtuais
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