As fintechs, empresas de tecnologia do setor financeiro, ganharam um estímulo importante para atuar no Brasil. Na quinta-feira, dia 26, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que libera essas empresas a concederem crédito sem precisar da intermediação de um banco.

No Brasil, as fintechs ganharam força a partir de 2014, oferecendo modelos de negócios mais flexíveis. Em outubro do ano passado, mais de 332 empresas desse segmento atuavam no país – um crescimento de 36% em nove meses, de acordo com o Radar FintechLab. Hoje, 33% das startups de finanças da América Latina, estão no Brasil, segundo o Banco Interamericano de desenvolvimento.

Com a nova resolução, a expectativa das empresas e do Banco Central é que as fintechs possam aumentar a competição na oferta de crédito, o que abriria a possibilidade de redução das taxas de juros, favorecendo o consumidor.

A medida cria duas categorias de instituições financeiras: a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) e a Sociedades de Crédito Direto.

Segundo o Banco Central, a regulamentação da Sociedade de Empréstimo entre Pessoas prevê um limite de R$ 15 mil de empréstimo da instituição para cada credor. Na prática, um credor poderá fazer um empréstimo de até R$ 15 mil com cada instituição. Mas nada impede que ele procure outra instituição e realize outras operações, desde que seu perfil de crédito permita.

Já nas sociedades de crédito direto, atuarão fintechs que emprestam recursos captados por meio de fundos de investimento, o que já existe hoje no mercado. Só que agora não será necessário ter o banco como intermediário.

Com a nova resolução, as fintechs poderão atuar ainda em segmentos antes restritos a instituições financeiras tradicionais, como análise de crédito e seguros.

Hoje, segundo a FintechLab, a maioria das empresas desse setor atua com meios de pagamento. Depois destacam-se as startups de gestão financeira, empréstimos e multisserviços. Há também empresas dedicadas a investimentos, funding, seguros e negociação de dívidas.

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Banco Central abre caminho para as fintechs
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