Embora as pessoas associem o jiu-jítsu a uma luta, seus ensinamentos vêm sendo adotados no mundo corporativo. Afinal, nessa arte marcial japonesa que usa o peso e a força do adversário para dominá-lo, o lutador deve, acima de tudo, blindar sua mente de perturbações externas – ela deve ser tão ou mais resistente que o corpo. Em sua edição de fevereiro, a revista “Psychology today” publicou um artigo mostrando cinco armadilhas mentais bastante comuns e como é possível neutralizá-las.

 

Armadilha um: sentir angústia ou sentimento de paralisia antes mesmo de começar o que pretende fazer, porque a ansiedade dispara assim que se determina uma data para dar início ao projeto profissional ou pessoal.

Neutralizando o “inimigo”: o medo do fracasso é maior no começo de um projeto porque esse é o ponto mais distante da resolução de todos os desafios. De longe, a impressão é que se tem um Everest para escalar. Estabeleça etapas a serem percorridas, das simples às mais complexas. Celebre cada pequena conquista, mas não perca de vista o passo seguinte, ou seja, saiba se cobrar para ir adiante.

 

Armadilha dois: querer desistir diante do primeiro obstáculo (da série “quem nunca?”).

Neutralizando o “inimigo”: quanto mais importante for o objetivo, provavelmente mais dificuldades você terá para alcançá-lo, mas o sentimento de vitória também será proporcional ao esforço que dedicar à empreitada. Elimine a pretensa racionalização de que aquilo não valia tanto a pena – isso é se sabotar!

 

Armadilha três: desistir no obstáculo seguinte.

Neutralizando o “inimigo”: você ultrapassou a primeira barreira e acha que não haverá outras? Sua mente tenta convencê-lo que essa nova dificuldade é sinal de que a luta está perdida, mas não é verdade: trata-se apenas de um percalço, um desvio, que deve ser enfrentado com confiança e motivação.

 

Armadilha quatro: adiar o que deve ser feito até a última hora.

Neutralizando o “inimigo”: a sabotagem mental vai criando motivos para empurrar com a barriga o que já deveria ter sido providenciado. Algo como: esse projeto está me deixando tenso demais e preciso relaxar fazendo outras coisas… Pesquisas mostram que as pessoas tendem a procrastinar quando vivenciam emoções negativas, como tristeza ou ansiedade. Portanto, quando notar que está enfrentando uma situação dessas, siga esses quatro passos: primeiro, permita-se sentir-se mal; depois, lembre-se que, por mais desagradável que seja a sensação, você pode tolerá-la por um tempo; em seguida, rememore por que o objetivo que almeja é tão relevante; e volte ao trabalho.

 

Armadilha cinco: sabotar seus próprios esforços.

Neutralizando o “inimigo”: de novo, lá no fundo da cachola, uma vozinha sussurra que você ficará devastado (a) se, apesar de todo os sacrifícios, fracassar. E que afinal, não há mais o que fazer, que você já está no seu limite. Na verdade, o medo de falhar frequentemente se manifesta na criação de pensamentos que justifiquem o fracasso. Quando se opta pelo pessimismo em relação às chances de sucesso é mais fácil criar desculpas para limitar os esforços. É o que se chama de profecia que se autorrealiza: ao reduzir seu empenho, você diminui suas possibilidades de êxito. É melhor reconhecer o medo, mas, em vez de pintar o cenário mais negativo, imagine como será bom se tudo der certo! Quanto mais conhecemos os gatilhos que disparam determinados comportamentos, mais bem aparelhados estaremos para saber superar essas armadilhas.

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