O gráfico mostra , no eixo esquerdo, a evolução do spread bancário (diferença entre o preço que os bancos compram dinheiro e o preço que os bancos vendem dinheiro) e a taxa de inadimplência do sistema bancário, medida no eixo à direita. Os bancos são bem espertinhos, como se sabe. Quando o calote sobe, os spreads são elevados de tal forma a tentar manter a rentabilidade da carteira. Desde o começo de 2017, no entanto, vivemos o quadro oposto. A modesta recuperação da economia, com elevação real dos salários e dos lucros, vem propiciando uma queda da inadimplência, o que também puxa para baixo o spread bancário. Juros básicos mais baixos aliados à redução do spread podem garantir em 2018 um crescimento mais significativo na concessão de novos empréstimos. No ano passado, as concessões subiram apenas 3,3% em termos nominais, depois de terem caído 15,7% em 2015-2016.

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